Maurus Amargus: oito derrotas fazem do Corinthians uma porcaria com ingresso para o fim do mundo
O Corinthians enfrenta o Vitória depois de oito derrotas consecutivas. Oito. Isso é horrível, terrível e tão péssimo que o número oito deveria pedir para ser desenhado de lado, fingindo que é infinito e que não conhece essa porcaria de sequência.
Os rivais diretos tropeçaram e deixaram o time fora do Z4 antes da rodada terminar. Não comemorem. Esse alívio é uma cadeira quebrada num navio furado: dá para sentar durante alguns minutos enquanto a água sobe. Vencer o pior visitante do campeonato seria obrigação; não vencer será o fim do mundo com catraca eletrônica em Itaquera.
Seedorf assistirá da tribuna porque nem a burocracia quis ficar perto do banco. Gabriel Paulista voltou aos treinos, mas um zagueiro sozinho não conserta uma atmosfera que parece produzida por uma fábrica de nuvens pretas. O futebol está ruim, a confiança está pior e o calendário observa tudo com a delicadeza de um cobrador batendo à porta.
Um triunfo pode interromper a série, embora eu desconfie até da palavra triunfo quando ela se aproxima deste cenário. Empate será péssimo; derrota será terrível; qualquer nova falha parecerá o ensaio geral do apocalipse esportivo. O Corinthians não precisa apenas de três pontos. Precisa provar que a luz no fim do túnel não é o farol de outro desastre vindo em sentido contrário.




















