Grêmio lidera duas vezes, perde por 4 a 2 e descobre que o Imortal também precisa fechar a porta
Durante dois breves períodos, a Arena enxergou a saída de emergência. O Grêmio ficou à frente do Cruzeiro por 1 a 0 e depois por 2 a 1, resultados que tiravam o clube da zona de rebaixamento. A placa luminosa estava acesa; faltou apenas não correr na direção contrária.
Carlos Vinícius converteu o pênalti que abriu a noite, e Pavón recolocou os gaúchos em vantagem perto do intervalo. O problema é que Kaio Jorge tratou cada gol gremista como convite para responder. Empatou duas vezes, virou no segundo tempo e assistiu ao restante do desabamento de uma posição privilegiada.
Quando Kannemann recebeu o segundo amarelo por reclamar após uma falta, a tarefa já difícil ganhou um formulário adicional, três carimbos e uma fila. João Marcelo fez o quarto, parte da torcida foi embora e o apelido Imortal passou a trabalhar em regime de plantão, sem hora extra e com telefone tocando.
A derrota mantém o Grêmio em 18º lugar, com 31 pontos. Não é rebaixamento consumado nem licença para escrever o obituário da temporada; é uma situação real e perigosíssima, daquelas em que cada rodada chega à porta com uma prancheta e pergunta se o responsável pelo imóvel está disponível.
O próximo compromisso será contra o Coritiba, fora de casa. Até lá, Renato precisa convencer o time de que estar vencendo não é um intervalo comercial entre dois sustos. A tabela ainda oferece caminho, mas já começou a cobrar pedágio em moedas pequenas e nervos grandes.




















