Gabigol e Coutinho viram no Maracanã, e o Santos reúne veteranos para assinar um pedido de Libertadores
O Santos levou um gol cedo no Maracanã e passou o primeiro tempo procurando onde havia guardado a combinação do cofre. Na volta do intervalo, os veteranos apareceram com a senha, o reconhecimento facial e uma procuração assinada em cartório.
Castillo colocou o Fluminense na frente logo no início. O Peixe, escalado com Neymar, Philippe Coutinho, Everton Cebolinha e Gabigol, demorou a fazer o quarteto conversar na mesma mesa. Depois do descanso, a reunião ficou objetiva: Neymar acionou a jogada, Cebolinha participou, Rodinei cruzou e Gabigol empatou.
Poucos minutos mais tarde, Philippe Coutinho cabeceou para virar e marcou seu primeiro gol pelo Santos. O meia celebrou como quem reencontra uma parte importante da própria carreira num endereço conhecido. O Maracanã, educadamente, ofereceu acústica; a defesa tricolor ofereceu espaço.
O Santos ainda teve oportunidades para ampliar. Neymar acertou a trave, Fábio fez defesas importantes e o placar de 2 a 1 sobreviveu apesar de várias tentativas de aposentá-lo. A provocação sobre torcida envelhecida, comum na boca dos rivais, ficou sem serviço: os experientes estavam ocupados rejuvenescendo a tabela.
Com 45 pontos, o Peixe chegou ao oitavo lugar e passou a olhar para a zona de Libertadores com interesse legítimo, não como quem observa vitrine fechada. O passado famoso continua na parede, mas desta vez os nomes conhecidos deixaram de ser moldura e empurraram o presente para a frente.




















