Fluminense poupa titulares, leva a virada e chega à semifinal com a bateria no modo econômico
O Fluminense entrou no Maracanã com o calendário dobrado no bolso. A prioridade era guardar pernas para a semifinal da Libertadores, e por isso Marcão escalou uma equipe recheada de reservas contra o Santos. O plano economizou titulares; a conta chegou em forma de virada.
Castillo marcou logo no começo e o Tricolor controlou boa parte do primeiro tempo. Havia conforto, posse e a sensação perigosa de que o domingo aceitaria pagamento parcelado. Após o intervalo, o Santos voltou agressivo, empatou com Gabigol e virou com Philippe Coutinho em poucos minutos.
Alguns titulares foram chamados quando a vantagem já tinha mudado de lado. Hulk, Ganso e Savarino entraram, mas as melhores chances seguintes continuaram santistas. Fábio evitou um placar maior, Neymar acertou a trave e a torcida terminou a tarde distribuindo vaias sem necessidade de senha.
O resultado derrubou o Fluminense para o quinto lugar, com 51 pontos, justamente quando a equipe precisa reverter a derrota por 2 a 1 sofrida diante do Palmeiras na ida da semifinal continental. Descansar o elenco fazia sentido; combinar o descanso com uma derrota em casa não fazia parte do pacote promocional.
Na quarta-feira, a conversa muda de torneio e de urgência. O Tricolor precisará vencer por um gol para levar a decisão aos pênaltis ou por margem maior para avançar diretamente. As pernas preservadas estarão disponíveis. Resta descobrir se o ânimo também passou pelo carregador.




















