Remo chega a doze jogos sem vencer e recebe um Bragantino que reaprendeu o caminho
Doze partidas cabem em muita coisa: um calendário amassado, duas trocas de paciência e um pacote inteiro de promessas de reação. Para o Remo, cabem numa sequência sem vitória que chega ao duelo com o Bragantino, no Mangueirão.
A equipe paraense alternou atuações ruins e momentos aceitáveis sem conseguir encontrar o último degrau. Agora também terá ausências: Marcelo Rangel e Zé Ivaldo estão suspensos, enquanto Jaderson e João Lucas aparecem como baixas médicas. Tchamba é dúvida, o tipo de palavra que virou hóspede fixo na concentração.
O Bragantino, por sua vez, rompeu uma série de seis jogos sem ganhar. Não foi uma cura milagrosa; foi ao menos a lembrança de onde fica a porta. Vágner Mancini ainda administra dúvidas e lesões, mas leva ao Norte uma equipe que venceu os três encontros anteriores entre os clubes no Brasileiro.
O retrospecto pode intimidar ou servir de provocação pendurada na parede. O Remo precisa de pontos porque ocupa a zona de rebaixamento, e não há moldura bonita para essa informação. Cada rodada sem triunfo aumenta o volume do relógio, mesmo quando ninguém se atreve a olhar para ele.
No domingo, a arquibancada deverá tentar empurrar o Leão para fora da repetição. Se a vitória aparecer, doze jogos viram passado. Se não aparecer, a sequência ganhará mais um número e nenhuma explicação nova para acompanhá-lo.




















