Maurus Amargus: treino curto para clima tóxico é uma porcaria com cronômetro
O Corinthians tem ambiente tóxico, sequência negativa e um treinador começando com treinos curtos. É horrível. Transformaram a crise em atividade de poucos minutos, como se a tragédia tivesse limite de tempo e o desastre aceitasse intervalo para hidratação.
Seedorf conversa, ouve e tenta recuperar a confiança do elenco. Bonito no folheto, péssimo no campeonato. O time precisa de pontos, e ponto não nasce de roda de conversa. Essa história de leão ferido é terrível: o Corinthians parece um zoológico sem veterinário e com a bilheteria cobrando juros.
Ainda existe a pendência no visto de trabalho. O técnico não poderá ficar à beira do campo contra o Vitória e assistirá das tribunas. Uma porcaria com carimbo oficial. O clube contratou a solução e descobriu que ela precisa aguardar na imigração enquanto o problema entra em campo sem documento.
Dirão que a abordagem teve boa aceitação entre os jogadores. Claro. Qualquer pessoa aceita treino curto quando a alternativa é encarar noventa minutos de futebol ruim. O ambiente pode ficar leve; a tabela continuará pesadíssima, péssima e completamente indiferente à terapia.
Se o Corinthians não reagir, isso será o fim do mundo com estacionamento em Itaquera. Se reagir, teremos sobrevivido a mais um prognóstico terrível. Em ambos os casos, a situação atual é horrível e o cronômetro não merece confiança.




















