Flamengo e São Paulo vestem protesto contra veto às bets, e a camisa assume o cargo de panfleto
A camisa de futebol acumulou mais uma função. Além de uniforme, vitrine e álbum de patrocinadores, ela agora será panfleto: Flamengo e São Paulo usarão a frase “proibir não é proteger” em partidas do Brasileiro como parte da reação ao veto às casas de apostas.
O Flamengo levará o recado ao duelo com o Bahia. O São Paulo fará o mesmo contra o Vasco. Na Libertadores, sem a antiga marca da Betano, o clube carioca já havia colocado a Flamengo TV no espaço principal. O tecido não ficou vazio; recebeu uma substituição como se também tivesse comissão técnica.
A ação se estende às placas estáticas dos estádios. IBJR e ANJL coordenam mensagens que apontam para uma campanha com argumentos favoráveis ao mercado regulado. O torcedor, que chegou para discutir impedimento, terá também direito a uma pequena assembleia legislativa entre a bandeirinha e o escanteio.
A medida provisória ainda depende de manifestações institucionais e tramitação. Os clubes defendem receitas e regulação; os críticos do setor lembram os danos sociais ligados às apostas. No meio da disputa, o uniforme vira o espaço mais concorrido do debate, provavelmente por não poder pedir a palavra de volta.
A rodada seguirá valendo pontos, mas carregará uma discussão muito maior do que o placar. Quem olhar apenas para a bola talvez perca a mensagem; quem olhar apenas para a camisa corre o risco de perder o jogo.




















