Botafogo recebe a lanterna atrás da primeira vitória de Tite, e o alarme toca nos dois vestiários
O Botafogo vai encarar a Chapecoense com um objetivo de aparência simples: dar a Tite a primeira vitória desde a chegada. A simplicidade termina aí. O time soma 36 pontos, ocupa a 13ª posição e descobriu que a metade de baixo da tabela transforma qualquer sábado em audiência de conciliação.
Do outro lado está a lanterna, com 18 pontos e necessidade ainda mais urgente. A Chapecoense não visita o Nilton Santos para admirar o gramado; tenta encontrar uma saída numa classificação que já fechou várias portas e deixou apenas a janela basculante.
Tite começou seu trabalho cercado pela fama de organização. Agora precisa organizar um ataque que empurre o jogo para longe do próprio alarme. O empate com o Coritiba, depois da derrota para o Vasco, deixou o Botafogo naquele território em que a torcida consulta a tabela com um olho e o regulamento com o outro.
O encontro terá uma curiosa disputa de urgências. O anfitrião quer provar que a troca de comando altera o rumo; o visitante precisa demonstrar que a conta ainda não terminou. É menos um duelo de tranquilidade e mais dois bombeiros chegando ao mesmo incêndio com mangueiras de tamanhos diferentes.
Uma vitória não resolverá o campeonato de ninguém, mas mudará o volume do despertador. Para o Botafogo, inauguraria a era Tite no placar. Para a Chapecoense, qualquer ponto seria ar. Quem perder terá de ouvir a classificação falando alto sem sequer pedir licença.




















