São Paulo encerra conversa pelo nome Morumbis, e o estádio volta a procurar sobrenome

SÃO PAULO

O estádio acordou Morumbis e foi dormir candidato a currículo. São Paulo e Mondelez encerraram as conversas para renovar os naming rights, cujo contrato termina em dezembro. A parceria assinada em 2023 rendeu cerca de R$ 25 milhões por ano, mas não encontrou prorrogação para atravessar a virada do calendário.

As tratativas já vinham arrastadas desde o ano passado. Houve plano de levar o acordo até o centenário tricolor, em 2030, mas a conversa perdeu ritmo, o preço do cacau entrou na história e as empresas de apostas ocuparam vitrines cada vez maiores no futebol. Nem o departamento de marketing conseguiu driblar uma barra de chocolate com inflação e chuteira.

O clube voltou ao mercado. BYD apareceu com uma proposta robusta, mas a negociação esfriou em meio à turbulência política; outras aproximações também não produziram assinatura. A tendência é que o novo parceiro seja escolhido depois da eleição presidencial, quando a próxima gestão herdará, junto com o gabinete, uma placa de estádio esperando alguém trazer as letras.

Por enquanto, nada muda na arquibancada nem no gramado. O nome vigente segue até o fim do vínculo. O suspense é comercial: o Morumbi já foi Morumbis, pode ganhar outro sobrenome e, se a procura demorar, terá de responder por alguns meses ao clássico “estádio que a gente sabe qual é”.

A despedida ainda não está impressa na fachada, mas a renovação saiu de cena. Resta ao São Paulo encontrar uma marca disposta a pagar pela placa sem pedir, de bônus, um lugar no conselho deliberativo e duas cobranças de escanteio.