Palmeiras vence com pouca bola, e o Maracanã recebe curso intensivo de eficiência
O Fluminense ficou com cerca de 70% da posse; o Palmeiras ficou com a parte da estatística que aparece no placar. A vitória por 2 a 1 no Maracanã transformou a semifinal em uma aula prática na qual o aluno quase não tocou no giz, mas acertou a resposta.
Flaco López marcou na primeira finalização alviverde, já perto do intervalo. No segundo tempo, depois de suportar pressão e sobreviver às reclamações tricolores, Marlon Freitas apareceu sozinho na área para ampliar e aplicar a lei do ex sem pedir autorização ao departamento de reencontros.
O roteiro parecia pronto para viajar a São Paulo com uma vantagem de dois gols. Nos acréscimos, porém, Wesley Natã aproveitou cruzamento de Guga e uma indecisão de Carlos Miguel para diminuir. O goleiro, que havia feito defesas importantes, saiu do papel de muralha e assinou por instantes como porta giratória.
Para o Fluminense, o gol tardio impede que a volta seja uma visita guiada ao desânimo. Para o Palmeiras, o resultado permite avançar com um empate na próxima quarta-feira; derrota por um gol leva o duelo aos pênaltis. Ninguém está classificado, embora a planilha verde já tenha escolhido uma coluna favorita.
A posse tricolor produziu território, pressão e barulho. O pragmatismo palmeirense produziu a vantagem. Na próxima semana, os dois métodos voltam a se encontrar, e a matemática terá de decidir se prefere a equipe que guardou a bola ou a que guardou os gols.




















