Corinthians entra na Libertadores com seis taças, e a prateleira reserva vaga ao lado do Independiente

O Corinthians chega à Libertadores Feminina carregando seis taças e a obrigação nada discreta de agir como se houvesse espaço sobrando no armário. A estreia contra o Colo-Colo abre uma campanha em que as Brabas perseguem o quarto título consecutivo do torneio.

A conta continental tem peso histórico: se conquistar a sétima taça, a equipe igualará o Independiente como maior vencedora da Libertadores quando se somam as competições masculina e feminina. O Boca Juniors também soma seis, o que transforma a prateleira num condomínio argentino-brasileiro com reunião marcada.

O favoritismo vem acompanhado de uma temporada menos automática. O São Paulo encerrou a sequência corintiana de seis títulos do Brasileirão, o clube perdeu as duas últimas finais da Supercopa e não vence o Paulista desde 2024. A Libertadores virou a hegemonia que ainda não recebeu ordem de despejo.

Além do Colo-Colo, o grupo tem Caracas e Santa Fe. O desafio da fase inicial é evitar que o currículo entre em campo sozinho, peça a bola no pé e descubra que troféu antigo não faz cobertura pela esquerda.

As Brabas começam sem a garantia de taça, mas com a experiência de quem conhece cada corredor da competição. A sétima conquista ainda é uma hipótese; o que já existe é uma equipe que sabe exatamente onde fica a sala de finais e não costuma errar o elevador.