Atlético-MG faz 3 a 0, e o Torque descobre que a semifinal veio com franquia de três gols

A Arena MRV recebeu uma semifinal e devolveu ao Montevideo City Torque um carnê em três parcelas, todas pagas pelo Atlético-MG antes do apito final. O 3 a 0 não encerrou o confronto, mas colocou a calculadora uruguaia para trabalhar em regime de plantão.

Reinier abriu o placar, Bernard ampliou e Thiago Borbas fechou a conta. Diante de 38.020 torcedores, o Galo ainda teve dois gols anulados e empilhou ocasiões como quem receia que a vantagem possa ser taxada na alfândega.

O time mineiro vai ao jogo de volta podendo perder por até dois gols para avançar à final da Sul-Americana. Uma derrota por três levaria a decisão aos pênaltis, hipótese que existe no regulamento e, por enquanto, mora bem longe do humor da torcida.

A noite também consolidou a boa fase de um ataque que encontrou personagens diferentes para assinar o placar. Reinier começou o serviço, Bernard tratou de aumentar o volume e Borbas colocou o recibo no bolso, sem exigir que Hulk carregasse sozinho a repartição.

Em Montevidéu, a missão será menos sobre guardar o resultado num cofre e mais sobre não transformar a vantagem em peça de museu. Depois de uma ida quase sem sustos, o Atlético descobriu o raro luxo continental de viajar com margem para errar — desde que ninguém resolva usar toda a margem de uma vez.