Valencia soma seis minutos, Freitas espera a vez e o banco do Flamengo abre lista de presença

FLAMENGO · MERCADO

Escudo do Flamengo

O banco do Flamengo ganhou dois jovens em setembro e, desde então, passou a conferir presença com rigor de sala de aula. Anthony Valencia e Joaquín Freitas chegaram como apostas de uma janela mais econômica, mas a concorrência transformou cada entrada em campo num recreio de duração variável.

Valencia disputou apenas seis minutos pelo clube. Entrou aos 39 do segundo tempo na vitória sobre o Remo e ainda não voltou a jogar pelo Rubro-Negro, embora tenha participado de três amistosos com a seleção do Equador na Data Fifa. No aeroporto internacional, o atacante acumula mais pista que no Maracanã.

Freitas apareceu um pouco mais: quatro partidas, sempre saindo do banco. Teve 26 minutos contra o Fluminense, 14 diante do Remo, quatro contra o Corinthians e um contra o Red Bull Bragantino. É uma escada de tempo construída ao contrário, na qual o último degrau cabe dentro do acréscimo.

O argentino, ao menos, entregou uma assistência para Bruno Henrique marcar de cabeça contra o Corinthians e recebeu elogios do companheiro. Também afirmou que pode atuar atrás do centroavante, aberto ou onde o treinador considerar útil. Disponibilidade não falta; o problema é encontrar uma fresta numa equipe cheia de opções.

Os contratos dos dois vão até 2031. Valencia custou cerca de R$ 30 milhões, e Freitas, R$ 36 milhões. O compromisso é longo o bastante para que o clube não precise tocar a sirene, mas os valores fazem cada minuto entrar em campo usando crachá e planilha.

Por enquanto, a dupla aprende o tamanho da fila e tenta convencer Leonardo Jardim a distribuir novas senhas. No Flamengo, até a promessa precisa disputar posição com outra promessa, três titulares e alguém que voltou da seleção. O banco não é castigo; é apenas um condomínio com lista de espera.