Santos espera parcela de Chermont, e o boleto ganha visto temporário nos Emirados

Escudo do Santos

SANTOS · BASTIDORES

Um dinheiro esperado pela venda de JP Chermont não chegou na data combinada, e o Santos recebeu do Sharjah um pedido de paciência. O clube dos Emirados solicitou mais prazo para depositar a parcela e ainda pediu que a diretoria alvinegra não corresse à Fifa. Em resumo, o boleto atravessou o oceano, viu o portão de embarque fechar e agora aguarda uma nova chamada no saguão.

Os departamentos financeiro e de futebol santistas conduzem a conversa. Por enquanto, a orientação é negociar em vez de abrir uma disputa internacional. É uma decisão compreensível: antes de bater na porta da entidade máxima, o Peixe quer saber se o devedor está apenas atrasado ou se passou a morar oficialmente dentro da frase “semana que vem eu resolvo”.

O episódio chega quando o Santos já convive com outras pendências e punições de registro. Isso transforma qualquer valor que não entra em caixa numa visita inconveniente: toca a campainha, pergunta se o café está pronto e senta no sofá sem avisar quando vai embora. A ironia é que Chermont saiu de campo, cruzou fronteiras e continuou produzindo marcação cerrada — desta vez sobre a tesouraria.

A diretoria evita, neste momento, transformar o pedido de prazo em confronto. Também não há, na apuração publicada, sinal de que o clube tenha desistido da cobrança. O acordo apenas ganhou uma extensão informal enquanto as partes tentam reorganizar o calendário do pagamento, modalidade na qual o minuto adicional costuma ser decidido pelo time que deve.

O Santos espera que a próxima movimentação seja bancária, não jurídica. Até lá, a parcela de Chermont fica em trânsito: pertence ao negócio, faz falta no caixa e possui mais carimbos imaginários do que um meia rodando por empréstimos. O Peixe mantém a cobrança; o boleto, por sua vez, segue com residência provisória e nenhuma pressa aparente de conhecer a Baixada.