Maurus Amargus: três gigantes rondam o Z4, e o fim do mundo vende camarote
COLUNA · MAURUS AMARGUS
Uma análise sustenta que Corinthians, Internacional e Grêmio dificilmente escaparão juntos da zona de perigo e prevê a queda de pelo menos um deles. É uma projeção, não um rebaixamento consumado, mas basta para revelar o quadro horrível: três clubes enormes disputando espaço no mesmo elevador quebrado.
O Corinthians chega a essa reta final com um cenário péssimo, futebol trêmulo e problemas que parecem ter sido organizados por um departamento especializado em catástrofe. Se reagir, será tarde; se não reagir, será a confirmação de que até a esperança pediu demissão.
O Internacional ganhou algum fôlego com resultados recentes, e isso também é uma porcaria, porque duas boas notícias servem apenas para aumentar a altura da queda emocional. O torcedor respira hoje para descobrir amanhã que o oxigênio estava parcelado.
O Grêmio trocou de comando e ainda não engrenou. Terrível. O chamado Imortal agora olha a tabela com a expressão de quem percebeu que o apelido não vem com garantia estendida, assistência técnica nem guincho para domingo à noite.
Nenhum dos três está condenado neste momento, convém repetir antes que a matemática peça advogado. Mesmo assim, a simples possibilidade de um cair já transforma as rodadas finais numa feira de desgraças, com promoção de angústia e estacionamento gratuito para o apocalipse.
Meu prognóstico é deliberadamente sombrio: o futebol será ruim, a tensão será pior e cada empate parecerá o fim do mundo transmitido em alta definição. Talvez todos escapem e me desmintam. Seria apenas mais uma maneira terrível de provar que nem a tragédia consegue cumprir tabela direito.




















