Atlético-MG mira segunda final seguida, e o primo uruguaio do Bahia pede teste de DNA

ATLÉTICO-MG · COPA SUL-AMERICANA

Escudo do Atlético-MG

A Arena MRV abre as portas para uma reunião de família que ninguém marcou no grupo. O Atlético-MG recebe o Montevideo City Torque na primeira partida da semifinal da Sul-Americana, e o adversário uruguaio chega com sobrenome de conglomerado e parentesco empresarial com o Bahia.

O Galo entra no confronto carregando uma sequência robusta desde a retomada do futebol brasileiro: dez vitórias, oito empates e duas derrotas. No mesmo período, avançou também à semifinal da Copa do Brasil e alcançou a sétima posição no Brasileiro. É agenda de quem trocou a calculadora por uma secretária executiva.

Há ainda uma pendência com a própria memória. Em 2025, o Atlético ficou no 0 a 0 com o Lanús na decisão e perdeu o título nos pênaltis. Voltar à final em anos consecutivos igualaria algo que, na Sul-Americana, apenas o Boca Juniors conseguiu, em 2004 e 2005.

O Torque não é figurante contratado para completar o álbum. Integrante do City Football Group desde 2017, liderou na fase de grupos a chave que tinha o Grêmio e depois eliminou Tigre e Cienciano. O escudo azul-claro pode sugerir primo distante, mas a campanha chegou à mesa principal sem pedir licença.

Do outro lado, o Atlético passou por Red Bull Bragantino e Santos no mata-mata. O currículo recente dos dois semifinalistas dispensa teste de paternidade esportiva: uma vez que a bola rola, a árvore genealógica vira papel de embrulho.

A ambição mineira é simples de pronunciar e trabalhosa de executar: transformar a regularidade dos últimos meses em outra decisão. Se conseguir, o Galo terá repetido a viagem que quase terminou em taça no ano passado. Se não, o primo do Bahia voltará ao Uruguai contando que visitou Belo Horizonte e mexeu na herança.