Giay sai do pênalti de Messi para dois gols no Dérbi, e Palmeiras liga o lateral no modo turbo
PALMEIRAS

Agustín Giay viveu doze dias que parecem editados por alguém sem compromisso com a moderação. Na seleção argentina, sofreu a falta que originou o pênalti convertido no último gol de Messi pelo país. De volta ao Palmeiras, fez dois gols no atropelo alviverde por 4 a 1 diante do Corinthians.
Antes do Dérbi, o lateral tinha um gol em 102 partidas pelo clube. Depois dele, passou a ser tratado como uma arma para a semifinal da Libertadores contra o Fluminense. O departamento de estatística pediu confirmação por escrito; a bola respondeu com os dois recibos do clássico.
Giay foi titular nos três amistosos da Argentina durante a Data Fifa. Regressou com ritmo, confiança e a curiosa experiência de ter participado de uma despedida histórica antes de encontrar um rival disposto a colaborar com sua transformação em artilheiro.
A imprensa argentina chamou a sequência de “doze dias de sonho”. Abel Ferreira aproveitou para lembrar que ouviu pedidos pela saída do jogador. Técnico adora esse momento: o atleta decide, a memória seleciona os críticos e a entrevista coletiva vira tribunal com placar eletrônico.
Contra o Fluminense, o Palmeiras não espera necessariamente outros dois gols do lateral. Aceita qualquer contribuição que preserve o surto de eficiência e impeça a devolução do modo turbo.
Rivais continuarão dizendo que o clube não tem Mundial. Giay, por enquanto, parece ocupado demais atravessando a linha lateral para responder. Em menos de duas semanas, ele saiu de uma falta para Messi, passou por dois gols no Dérbi e chegou à semifinal carregando uma história que já precisou de bagagem extra.





















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