Corinthians cogita vender o Parque São Jorge, e a dívida da arena pede visita ao corretor
CORINTHIANS

Quando a planilha do Corinthians abriu a boca, apareceu um corretor. O clube deve cerca de R$ 630 milhões à Caixa pela construção da Neo Química Arena, enquanto o Parque São Jorge está avaliado em aproximadamente R$ 602 milhões. A aritmética olhou os dois números e sugeriu colocar uma placa no portão.
A possibilidade surgiu de maneira informal, mencionada por Lula ao falar de uma eventual aproximação entre o clube, a Caixa e o setor imobiliário. Não há estudo, proposta ou operação em curso. Existe uma ideia — e, no futebol brasileiro, ideias costumam chegar à entrevista coletiva antes de encontrar um arquivo em PDF.
Mesmo que a conta pareça quase simétrica, a venda da sede social não caberia numa calculadora simples. O negócio dependeria de debates internos, aprovações políticas e participação dos sócios. A dívida pode ser grande, mas a assembleia sempre encontra espaço para ser maior.
Parque São Jorge não é apenas um terreno que alguém mede entre um cafezinho e uma visita técnica. Ali convivem sede administrativa, clube social, memória e uma coleção respeitável de discussões. Transformar tudo em ativo imobiliário exigiria mais do que comparar R$ 630 milhões com R$ 602 milhões e apertar o sinal de igual.
Por enquanto, ninguém anunciou venda. O patrimônio continua onde está, a arena também, e a dívida mantém endereço conhecido. O Corinthians conseguiu a proeza de colocar duas casas na mesma conversa e ainda sair dela procurando um lugar para guardar o boleto.





















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