Renato diz que futebol não se compra, e o Grêmio procura a nota fiscal da entrega
GRÊMIO

Renato Gaúcho deixou o Gre-Nal com um empate, uma cobrança e uma frase que transformou o vestiário em balcão de atendimento: “futebol não se compra”. O Grêmio permaneceu no Z4 após o 1 a 1 com o Internacional, e o treinador pediu mais entrega ao elenco.
A crítica não foi embrulhada para presente. Renato afirmou que não fará ninguém jogar mais e disse confiar na dedicação do grupo para atravessar a reta final. Qualidade técnica, na visão dele, deve ser cobrada com maior rigor de quem briga no topo. Ao Tricolor, resta compensar a prateleira curta carregando o móvel inteiro.
O técnico também comentou a formação do elenco e mencionou grupos de estrangeiros conversando em outro idioma. O problema, explicou, é de integração. O clube agora precisa descobrir se o botão de legenda fica no controle remoto, na comissão técnica ou escondido atrás do quadro tático.
Houve ainda reclamação sobre um possível pênalti no primeiro tempo. Renato elogiou a arbitragem de modo geral, mas disse que o lance seria falta se acontecesse fora da área. É a geometria brasileira: o mesmo contato muda de identidade quando atravessa uma linha branca.
Com 31 pontos, o Grêmio ainda precisa sair da zona de rebaixamento e ouvirá a palavra sofrimento até segunda ordem. O Imortal não depende apenas de sobreviver; desta vez terá de chegar no horário, trabalhar e apresentar comprovante de entrega.





















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