Maurus Amargus: Renato pede entrega, e o Grêmio despacha o fim do mundo sem rastreamento
MAURUS AMARGUS
Renato Gaúcho pediu entrega ao elenco do Grêmio. Entrega? Depois de um Gre-Nal em que o empate manteve o time no Z4, a única encomenda disponível é o fim do mundo, enviado sem rastreamento e com previsão de chegada antes da próxima rodada.
O futebol apresentado é horrível. A situação é terrível. O planejamento parece uma porcaria montada numa mesa de plástico durante falta de luz. Renato diz que futebol não se compra; verdade. Também não se fabrica qualidade com entrevista, esperança e um carnê de boas intenções.
O elenco conversa em grupos, o treinador reclama da integração e o VAR vira assunto outra vez. É péssimo. Quando o clube precisa de pontos, aparece um seminário sobre idioma, arbitragem e espírito de luta. Falta apenas um projetor emprestado para oficializar a palestra do desastre.
O apelido Imortal agora serve para lembrar que a agonia também pode se recusar a morrer. O Grêmio tem 31 pontos, segue afundado na zona de rebaixamento e precisará transformar discurso em vitória. Claro, pode escapar. Também pode chover para cima e o calendário pedir desculpas.
Se a entrega não chegar, não haverá protocolo capaz de localizar o pacote. Restará ao torcedor acompanhar a péssima atualização do rastreio: saiu para distribuição, voltou ao centro logístico e caiu num buraco entre a Série A e o apocalipse.





















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