Fla-Flu divide estádio e protesto, mas esconde os três pontos no cofre do clássico
FLUMINENSE

Flamengo e Fluminense chegam ao clássico como adversários por noventa minutos e parceiros comerciais assim que o árbitro guardar o apito. O futebol carioca inventou o casal que administra condomínio junto, discute a decoração da portaria e disputa quem usa a vaga coberta.
Os clubes farão uma ação conjunta contra o veto às casas de apostas e entrarão com a mesma mensagem no espaço principal das camisas. É uma trégua visual: por alguns instantes, rubro-negros e tricolores vestirão a mesma reclamação antes de retomarem a tarefa tradicional de discordar sobre qualquer lateral.
A sociedade é mais concreta no Maracanã. O Flamengo controla 65% da concessão e o Fluminense, 35%. Nos bastidores, alinham decisões sobre o estádio e já atuaram lado a lado em disputas judiciais; na tabela, porém, ninguém oferece ao sócio desconto sobre pontos.
O encontro ainda funciona como ensaio involuntário para uma possível final de Libertadores. Ambos estão nas semifinais, e a hipótese de um novo Fla-Flu em Montevidéu permite ao Rio antecipar ansiedade com quase dois meses de juros.
A aliança termina exatamente onde a bola começa a rolar. Depois do jogo, os dirigentes podem voltar a compartilhar notas, ações e planilhas do Maracanã. O placar, por segurança, ficará em conta individual.





















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