Dérbi vira prova final do interino, e Corinthians perde o gabarito no caminho

CORINTHIANS

Escudo do Corinthians

A diretoria do Corinthians transformou o Dérbi em processo seletivo. William Batista chega ao clássico como interino, mas uma vitória sobre o Palmeiras pode converter o crachá temporário em entrevista para a vaga permanente.

O clube procurou Ramón Díaz, Luis Zubeldía, Sylvinho e Fábio Carille. Entre recusas, impasses e conversas que ficaram na sala de espera, a solução que já estava dentro de casa ganhou valor de mercadoria encontrada no fundo do estoque.

Pessoas próximas ao presidente Osmar Stabile avaliam bem o treinador. O departamento de futebol pisa no freio, talvez porque efetivar alguém depois de um clássico seja um método de gestão parecido com escolher síndico pela habilidade no elevador durante um incêndio.

William traz no currículo trabalho na base e o vice-campeonato mineiro com o América-MG em 2025. Agora recebe como prova um Palmeiras vice-líder, invicto em clássicos no ano e com o entusiasmo de quem pretende corrigir a avaliação usando caneta vermelha.

Se vencer, o interino ganha uma semana livre antes do Vitória e mais espaço na conversa. Se perder, a busca externa volta a abrir todas as abas do navegador. No Corinthians, até o planejamento técnico aprendeu a depender dos acréscimos.


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