Maurus Amargus: Corinthians fecha o time e abre a porta para o fim do mundo

MAURUS AMARGUS

O Corinthians decidiu atuar mais fechado contra o Palmeiras. É uma ideia horrível apresentada como estratégia, quando na verdade parece a última providência antes de apagar a luz do estádio e fugir pela garagem.

São sete jogos sem vitória no Brasileirão. Sete. Uma sequência terrível, uma porcaria competitiva que transforma qualquer treino defensivo em ensaio para desastre de grandes proporções.

William Batista saiu da base e ganhou dois dias para consertar o que adultos muito bem pagos desmontaram durante meses. É péssimo. O interino recebe um balde, enquanto o clube entrega um oceano furado e pergunta se dá para secar antes do Dérbi.

Se o Corinthians recuar demais, será esmagado. Se avançar, deixará espaço. Se empatar, celebrarão a sobrevivência como se o futebol tivesse sido inventado para estacionar ônibus diante do abismo.

O fim do mundo começará com um lateral cobrado para trás, seguirá com uma bola perdida na intermediária e terminará numa entrevista dizendo que houve evolução. Nada é mais apocalíptico do que chamar de progresso uma tarde em que o sofrimento apenas mudou de corredor.