Brasil enfrenta a Argentina sem Marta e entrega a herança a uma fila de sucessoras
SELEÇÃO BRASILEIRA

Sem Marta, a camisa da Seleção feminina não ficou vazia; virou uma mesa grande demais, cercada por jogadoras tentando decidir quem serve o primeiro café.
O Brasil enfrenta a Argentina no primeiro de dois amistosos que ajudam a preparar o caminho para a Copa do Mundo de 2027, sediada no país. O segundo encontro repetirá o teste, porque rivalidade sul-americana raramente aceita conclusão em uma única prova.
Kerolin, Gio e outras atletas da nova geração assumem protagonismo num elenco que já não pode olhar para a Rainha toda vez que a partida pede uma resposta. A sucessão não é coroação; é uma fila em movimento, com chuteiras batendo na porta.
A Argentina oferece o adversário ideal para medir intensidade, criação e capacidade de resolver jogos sem recorrer à memória afetiva. Clássico não respeita cerimônia de transição e costuma cobrar maturidade antes de entregar o diploma.
Também pesa no horizonte a responsabilidade de receber o Mundial no próximo ano. Cada amistoso funciona como ensaio esportivo e teste de iluminação para um palco que o país pretende lotar.
Marta não estará em campo, mas sua ausência produz uma pergunta útil. Se várias jogadoras responderem ao mesmo tempo, melhor: herança bem distribuída não precisa de inventário.




















