Bahia e Mirassol chegam feridos, e a recuperação ganha noventa minutos de consulta

BAHIA · MIRASSOL

Escudo do Bahia

Na sala de espera da próxima rodada, Bahia e Mirassol folheiam a mesma revista: ambos precisam reagir, nenhum quer ser chamado pelo nome completo da crise.

O Bahia vem de derrota por 1 a 0 para o Palmeiras num jogo em que resistiu bastante e saiu sem pontos. A atuação teve esforço, organização e aquele detalhe desagradável de o placar ignorar avaliações por desempenho.

O Mirassol empatou com o Bragantino e também procura recuperar velocidade. O clube do interior continua tratando cada confronto como oportunidade de provar que não chegou à Série A para passear de crachá.

Será um duelo entre projetos que preferem a bola ao pânico, mas a classificação transforma paciência em artigo de luxo. Quando a tabela aperta, até passe lateral recebe interrogatório e o goleiro vira testemunha de defesa.

Bahia terá torcida, calor e obrigação; Mirassol levará disciplina e a tranquilidade aparente de quem sabe que o adversário carrega a cobrança maior. É uma divisão desigual de bagagens que costuma deixar o jogo perfeitamente equilibrado.

A consulta dura noventa minutos, não aceita convênio e promete entregar apenas um diagnóstico: quem saiu da ressaca e quem pediu mais um retorno.