Vasco pede o Maracanã, ouve silêncio e começa a medir o Nilton Santos com fita métrica
VASCO · BOTAFOGO

Há uma semifinal contra o Boca Juniors no calendário e um estádio em falta na prancheta. O Vasco continua tentando levar a partida ao Maracanã, mas a resistência do consórcio Fla-Flu e a ausência de uma decisão favorável empurram o clube na direção do Nilton Santos.
O cruz-maltino também estudou São Januário, porém a configuração desejada para receber a torcida argentina não obteve aval das autoridades de segurança. Mudar a sede para fora do Rio deixou de ser opção após o prazo da Conmebol. Sobrou a geografia carioca, que neste momento parece um anúncio de apartamento: boa localização, documentação em análise.
Jogadores e comissão técnica manifestaram preferência pelo Maracanã. Pedro Emanuel já criticou a alternativa do gramado sintético e defendeu um palco tradicional para o confronto. O relógio, indiferente à nostalgia e ao tipo de piso, continua correndo.
O Nilton Santos pertence ao Botafogo e ainda depende de pedido formal e acerto entre os clubes. Caso avance, o Vasco voltará ao mesmo endereço onde venceu o clássico desta semana, agora trocando o vizinho pelo Boca e o Brasileirão por uma noite continental.
A situação produziu uma romaria de possibilidades: Maracanã na Justiça, São Januário na engenharia, outro estado no prazo vencido e Nilton Santos no plano que ganha corpo. O único local ainda sem chance parece ser a sala de reuniões onde todos concordem rapidamente.
Quando o estádio for confirmado, o campo finalmente terá quatro linhas. Até lá, a maior disputa do Vasco é localizar uma delas no meio de tantos documentos.





















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