São Paulo mede a volta de Lucas com conta-gotas de 15 minutos

SÃO PAULO

Escudo do São Paulo

O São Paulo prepara a volta de Lucas Moura como quem transporta um vaso raro por uma escada apertada: devagar, com duas mãos e alguém dizendo “cuidado” a cada degrau. Cinco meses depois da ruptura no tendão de Aquiles, o camisa 7 pode ser relacionado para enfrentar o Vitória.

A ideia inicial é oferecer entre 15 e 30 minutos. Depois viriam etapas de 45 e 60, até que o relógio deixe de atuar como auxiliar técnico. Dorival Júnior está animado, mas a comissão ainda fará a avaliação final antes de colocar o atacante no banco do Morumbis.

Lucas treinou em Cotia com o sub-17 e respondeu acima das expectativas durante a recuperação. O jogador gostaria de começar a partida, desejo compreensível de quem passou meses olhando o campo do lado de fora e agora considera qualquer colete uma convocação oficial.

A prudência tem motivo. A lesão aconteceu em maio e exigiu cirurgia; acelerar o último trecho por ansiedade seria transformar uma boa notícia em episódio especial do departamento médico. O próprio atleta reconhece que precisa recuperar o ritmo aos poucos.

O ataque tricolor ainda convive com a provável ausência de Luciano. Por isso, mesmo uma participação curta pode ter peso técnico e emocional num time que vem de duas derrotas e ocupa a 11ª posição.

Se entrar, Lucas não receberá apenas a bola. Receberá também uma contagem regressiva, a esperança da arquibancada e dezenas de celulares filmando cada arrancada. Pela primeira vez, o São Paulo torcerá para que quinze minutos pareçam bastante e passem sem pressa.


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