Santos recebe quatro transfer bans em 24 horas e a Fifa abre caixa de entrada exclusiva
SANTOS

A Fifa encontrou o endereço do Santos e decidiu não economizar notificações. Em menos de 24 horas, quatro transfer bans foram registrados por pendências ligadas a Pedro Caixinha e a integrantes de sua antiga comissão técnica.
O primeiro caso envolveu o preparador de goleiros José Francisco Belman Gonzales. Depois vieram decisões relacionadas ao próprio treinador e aos auxiliares Pedro Malta e José Pratas. A dívida total, segundo a apuração publicada nesta sexta-feira, supera R$ 17,6 milhões — quantia capaz de transformar qualquer caixa de entrada em departamento de cobrança.
O impedimento bloqueia o registro de novos jogadores enquanto os débitos não forem resolvidos. Como a janela brasileira está fechada, o efeito imediato não muda a escalação do próximo jogo; muda o humor de quem planeja o elenco e descobriu que o planejamento agora precisa passar pela tesouraria da Fifa.
Na Vila, a sequência forma uma espécie de quarteto defensivo burocrático. Não marca atacante, não fecha corredor e não ganha bola aérea. Apenas se posiciona diante da porta do mercado e pergunta, com educação suíça, se alguém trouxe o comprovante.
O contraste é especialmente santista: na véspera, Neymar voltou e marcou duas vezes para buscar um empate; no dia seguinte, quem apareceu em série foi o sistema de punições. Um setor produziu gols, o outro colecionou protocolos.
O Peixe agora precisa trocar o barulho do e-mail pelo som do pagamento confirmado. Enquanto isso, a Fifa mantém a caixa de entrada aberta e o botão “registrar reforço” cuidadosamente fora de alcance.





















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