Sampaoli pede 2027, Carille pede dois anos e Corinthians oferece nove jogos e ansiedade

CORINTHIANS

Escudo do Corinthians

O Corinthians entrou no mercado atrás de um treinador e descobriu que cada candidato traz sua própria tabela de preços, prazos e garantias. Jorge Sampaoli pediu segurança de permanência em 2027; Fábio Carille quer dois anos de contrato e o pagamento de uma multa de US$ 1,5 milhão ao Al-Fayha.

A diretoria não reúne condições para aceitar os termos apresentados. Antes deles, Ramón Díaz, Luis Zubeldía e Sylvinho já haviam recusado ou deixado as conversas sem avanço. A busca ganhou o ritmo de uma chamada oral em que todos respondem “presente”, mas apenas para explicar por que não ficarão.

Restam nove partidas no Brasileirão, e o Corinthians ocupa a 16ª colocação, um ponto acima do Internacional. O prazo curto torna o emprego urgente para o clube e arriscado para quem olha de fora. É uma vaga com início imediato, metas agressivas e o discreto benefício de enfrentar o Palmeiras logo na estreia.

Sem acordo, William Batista, técnico do sub-20, comandará o time interinamente no Dérbi. O profissional sobe de categoria levando prancheta, coragem e a recomendação de não abrir a classificação antes do aquecimento.

O dilema cabe numa cláusula: o Corinthians precisa de alguém disposto a apagar o incêndio, enquanto os candidatos querem garantia de que o prédio continuará de pé no ano seguinte. Como ninguém assina a previsão do tempo, as reuniões terminam com novas reuniões.

No domingo, o banco terá um ocupante. A cadeira definitiva, por enquanto, segue participando de mais negociações do que alguns jogadores do elenco.


Deixe um comentário