Neymar cobra duas vezes, Santos busca o 2 a 2 e Flamengo devolve vantagem sem pedir recibo
SANTOS · FLAMENGO

A noite da Vila Belmiro começou com o Flamengo guardando dois gols na bagagem e terminou com o Santos revistando cada bolso até encontrar o empate. Danilo e Lucas Paquetá construíram o 2 a 0 rubro-negro; Neymar saiu do banco no intervalo para mudar o gênero da partida, de relatório de eficiência para audiência pública.
O primeiro capítulo da reação exigiu paciência de cartório. Jorginho disputou a bola com Rony, tocou com o braço na linha da área e viu uma falta com amarelo virar pênalti e expulsão após uma revisão demorada do VAR. Entre a infração e a cobrança, houve tempo para o café esfriar, o cafezal crescer e o torcedor formar opinião jurídica.
Neymar bateu aos 36 minutos e diminuiu. Seis minutos depois, Gabigol caiu na área em lance com Luiz Araújo, o árbitro apontou novamente a marca da cal e o camisa 10 santista repetiu a cobrança. Dois pênaltis, dois gols e uma volta de lesão que dispensou aquecimento narrativo.
O Flamengo havia controlado grande parte do jogo, mas perdeu um atleta, a vantagem e a tranquilidade na mesma sequência. O Santos, que começou com Philippe Coutinho, ganhou força quando Cuca lançou Neymar e Rony. O banco deixou de ser móvel de espera e virou botão de emergência.
Na tabela, o líder chegou a 61 pontos, agora apenas um acima do Palmeiras. O Santos foi a 42 e continua olhando para as vagas continentais com o entusiasmo de quem achou dinheiro no bolso de uma calça antiga.
O 2 a 2 não entregou a vitória a ninguém, mas distribuiu sensações com generosidade: alívio na Vila, irritação rubro-negra e uma nova comissão informal de especialistas em linha da área. O recibo dos dois pontos devolvidos ficou sem assinatura.





















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