Maurus Amargus: o Dérbi recebe um interino e o planeta perde o alvará
MAURUS AMARGUS
A procura do Corinthians por treinador é horrível. Não é mercado, é um corredor de hospital esportivo onde cada porta abre para outra negativa, e até a prancheta parece pedir alta antes do Dérbi.
Sampaoli quer garantia para 2027. Carille pede dois anos e uma multa milionária. Ramón, Zubeldía e Sylvinho não avançaram. É terrível: o clube oferece nove jogos, pressão máxima e uma classificação que faz o candidato conferir se a caneta do contrato vem com paraquedas.
William Batista assumirá como interino contra o Palmeiras. O planejamento é uma porcaria tão completa que o profissional do sub-20 recebe o maior clássico possível como se fosse uma tarefa deixada no fim do expediente. Péssimo para ele, péssimo para o elenco e péssimo até para o banco de reservas, que não tem culpa de nada.
A diretoria queria uma solução rápida e produziu uma fila de recusas. Isso não é cautela; é o fim do mundo com entrevista de emprego. Cada conversa fracassada acrescenta uma trombeta ao apocalipse e um ponto imaginário à zona de rebaixamento.
Talvez apareça um técnico. Talvez aceite. Talvez dure. Mas o fato esportivo de hoje é brutalmente ruim: o Corinthians chega ao Dérbi sem comando definitivo, e o calendário já abriu a boca para engolir o que restou da temporada.





















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