Flamengo leva a arbitragem à CBF, e Palmeiras devolve a nota com firma reconhecida
FLAMENGO · PALMEIRAS

O empate na Vila Belmiro terminou, mas a bola continuou circulando em formato PDF. O Flamengo anunciou que levará à CBF uma representação sobre a arbitragem de Anderson Daronco no 2 a 2 com o Santos, listando decisões que considera graves e destacando que parte da equipe estará no clássico entre Palmeiras e Corinthians.
A observação acendeu a luz verde no departamento de comunicados do Palmeiras. O clube respondeu que a reclamação cria pressão indevida sobre quem apitará o Dérbi e criticou o método rubro-negro. Em poucas horas, o campeonato ganhou uma partida paralela disputada com papel timbrado, verbos jurídicos e nenhum lateral cobrado.
No centro do conflito estão os dois pênaltis convertidos por Neymar, a expulsão de Jorginho e a demora da revisão do primeiro lance. O Flamengo questiona critérios; o Palmeiras pede que o clássico não carregue a bagagem do jogo anterior. A CBF, destinatária da representação, recebeu mais um envelope daqueles que chegam pesando três pontos.
A discussão também expõe uma raridade nacional: dois candidatos ao título concordaram que a arbitragem merece atenção, mas discordaram sobre quem pode chamar atenção para ela. É como uma assembleia de condomínio em que todos reclamam do elevador, desde que o vizinho não toque no assunto antes.
Dentro da tabela, o Flamengo lidera com 61 pontos e o Palmeiras vem logo atrás, com 60. Fora dela, a distância entre ambos cabe em uma nota oficial e meia. Cada frase já entra em campo marcada de perto, porque até uma vírgula pode ser acusada de fazer cera.
A bola voltará a rolar no fim de semana. O protocolo, porém, já está aquecido: se o futebol não resolver a disputa, haverá sempre uma impressora disponível para tentar o gol no papel.





















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