Maurus Amargus: São Paulo perde de novo, e o Morumbis pede evacuação do planeta
MAURUS AMARGUS
O São Paulo perdeu por 2 a 0 para o Cruzeiro, sofreu a segunda derrota seguida e apresentou nove desfalques. É horrível. O elenco virou uma porcaria de ambulatório itinerante, e a bola parece ter sido prescrita em dose tão pequena que ninguém consegue encontrá-la.
Kaio Jorge marcou, Zé Lucas marcou, e o São Paulo assistiu. Péssimo. Chamar isso de jogo seria generosidade; foi uma visita terrível ao Mineirão com direito a uniforme, ônibus e confirmação oficial da ruína. O Cruzeiro chegou ao quarto lugar sem precisar pedir licença ao cadáver esportivo diante dele.
Dorival fala em reação e espera Lucas Moura, mas esperança é o nome elegante que se dá ao atraso do desastre. Um jogador retorna, dois músculos reclamam e três exames aparecem na portaria. É o fim do mundo com atendimento por senha e prioridade para quem sente a lombar.
O time ainda está cinco pontos acima da zona de rebaixamento, informação que os otimistas usarão como cobertor. Não aquece. A tabela apenas concedeu alguns centímetros antes do abismo, e o São Paulo caminha para a borda olhando fotografias antigas de troféus como quem mostra currículo num naufrágio.
Se vencer a próxima, dirão que houve recuperação. Se empatar, chamarão de estabilidade. Se perder, descobrirão outra palavra administrativa para o apocalipse. Minha previsão é simples: o Morumbis deveria ter saídas de emergência voltadas para outro planeta, porque neste aqui a temporada já contaminou o oxigênio.




















