Cruzeiro vence por 2 a 0, e São Paulo apresenta atestado coletivo no Mineirão
CRUZEIRO · SÃO PAULO

O Cruzeiro recebeu um São Paulo com nove desfalques e fez o que se espera diante de uma visita que chega carregando uma pasta de exames: foi educado na entrada, serviu dois gols e guardou os três pontos antes que alguém pedisse receita.
Kaio Jorge abriu o placar depois de um passe de letra de Matheus Pereira. Na etapa final, o centroavante acertou a trave, e Zé Lucas aproveitou a sobra para fazer 2 a 0. A Raposa controlou o encontro com a tranquilidade de quem percebeu cedo que o adversário tinha mais nomes no departamento médico do que opções no banco.
A vitória levou o Cruzeiro aos 48 pontos e ao quarto lugar. O time criou as melhores chances, protegeu a vantagem e ainda flertou com um terceiro gol. Houve eficiência sem espetáculo pirotécnico: o Mineirão recebeu um trabalho bem executado, com carimbo, protocolo e pouca necessidade de recurso.
O São Paulo sofreu a segunda derrota consecutiva e ficou em 11º, cinco pontos acima do primeiro integrante do Z4. Rafael sentiu a lombar antes do clássico anterior, enquanto Luciano, Iago e Danielzinho se juntaram a outras ausências. O técnico Dorival Júnior escalou um time e quase precisou anexar o laudo médico à súmula.
Lucas Moura pode reaparecer na próxima partida, mas o retorno de um jogador não apaga sozinho a pilha de problemas. O Cruzeiro sai olhando para cima; o São Paulo volta para casa encarando a enfermaria, a tabela e o passado glorioso — três departamentos que raramente concordam sobre o presente.




















