Corinthians demite Diniz após sete derrotas e recolhe a confiança na portaria

CORINTHIANS

Escudo do Corinthians

A confiança do Corinthians em Fernando Diniz tinha prazo de validade, mas ninguém encontrou a etiqueta até o apito final no Beira-Rio. O treinador foi demitido depois da derrota por 2 a 1 para o Internacional, a sétima consecutiva do time no Brasileiro, e deixou o cargo com o clube em 16º, um ponto acima da zona de rebaixamento.

Durante a pausa do calendário, a diretoria sustentou publicamente o trabalho. Diniz ganhou tempo para recuperar jogadores, reorganizar o time e preparar a reação. Era um voto de confiança com manual, tomada nova e garantia estendida. Bastou o primeiro uso para a direção guardar a caixa e pedir devolução no balcão.

O Corinthians até criou chances em Porto Alegre e acertou a trave três vezes. O problema é que a tabela não distribui pontos por carpintaria: a bola pode testar poste, travessão e resistência estrutural, mas o resultado continua registrando derrota. Do outro lado, o Inter marcou antes do primeiro minuto e voltou a marcar no segundo tempo.

A passagem terminou com 34 jogos, 13 vitórias, nove empates e 12 derrotas, além das eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores. O projeto que pretendia oferecer identidade acabou deixando uma coleção de rascunhos táticos, alguns bons momentos e uma fila de torcedores perguntando quem autorizou a impressão.

Agora a diretoria corre para ter outro técnico antes do clássico com o Palmeiras. É a velha cerimônia corintiana: apaga-se o nome na lousa, preservam-se os problemas na sala e anuncia-se que a próxima aula começará do zero. A conta, naturalmente, já estava sentada na primeira carteira.