Grêmio visita o Remo no porão e leva uma lanterna para procurar a saída

GRÊMIO · REMO

Escudo do Grêmio

O Grêmio desce a Belém para encontrar o Remo num endereço que ninguém colocou no GPS por vontade própria: o encontro direto de dois times alojados na zona de rebaixamento. O tricolor abre o Z4; o adversário está na vice-lanterna. No Mangueirão, até o elevador parece exigir coragem para apertar o botão.

A equipe gaúcha não vence há quatro partidas e ao menos interrompeu a sequência de derrotas com um empate diante do Palmeiras. É pouco para quem precisa sair do andar, mas já permite dizer que a queda livre encontrou um corrimão. Renato Gaúcho terá desfalques e a obrigação pouco poética de transformar sobrevivência em método.

Do outro lado, o Remo coleciona cinco derrotas seguidas e estreia a preparação mais longa de Thiago Carpini para tentar mudar o ambiente. A torcida paraense não precisa de discurso motivacional: precisa ver a bola visitar a rede certa, fenômeno que o clube jamais conseguiu produzir contra o Grêmio em cinco encontros de Brasileirão.

O apelido Imortal costuma chegar a esse tipo de noite antes do ônibus da delegação. A piada dos rivais é inevitável, mas a tabela não trabalha com sobrenomes: concede três pontos a quem jogar melhor, um a quem empatar e nenhum a quem tentar resolver a crise apenas citando batalhas antigas.

Não há rebaixamento decidido, nem milagre disponível no balcão. Há um confronto direto em que um passo curto parece enorme. Quem vencer ganhará fôlego; quem perder ouvirá o rangido do porão. Se der empate, os dois poderão dividir a lanterna — o objeto, não a posição — e continuar procurando a escada.


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