São Paulo paga salário, deixa transfer ban na fila e pede senha à Ticketmaster

SÃO PAULO

Escudo do São Paulo

No Morumbis, a tesouraria recebeu duas urgências na mesma mesa: salários de um lado, transfer ban do outro. O São Paulo escolheu pagar funcionários e jogadores registrados em carteira. A punição da Fifa ganhou uma senha e foi orientada a aguardar sentada.

A pendência de US$ 350 mil, cerca de R$ 1,8 milhão, envolve agentes que participaram da chegada de Giuliano Galoppo em 2022. O clube esperava resolver o débito, mas redirecionou o caixa para a folha. É a versão financeira do volante que recua para cobrir a defesa: a conta saiu do ataque para impedir um gol contra administrativo.

A esperança está no contrato com a nova empresa de bilheteria, ainda dependente de aprovação. A operação pode antecipar R$ 110 milhões, valor capaz de transformar a catraca em caixa eletrônico e o ingresso em documento reconhecido pelo Banco Central do Morumbis.

Este é o segundo bloqueio de registros sofrido pelo Tricolor no ano. O primeiro, ligado a uma dívida com a Lazio, foi resolvido em agosto. A reincidência já permite sugerir um cartão de fidelidade: a cada dois transfer bans, o terceiro vem com estacionamento gratuito no Reffis.

Priorizar salários é a escolha correta diante do aperto, embora revele o tamanho dele. Agora o clube espera que a receita chegue antes da próxima janela. Até lá, contratar jogador novo continua fácil — difícil é convencer a Fifa a deixá-lo entrar no prédio.


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