Neymar cava vaga no Santos e o banco de reservas pede entrevista coletiva

SANTOS

Escudo do Santos

Durante semanas, o Santos aprendeu a vencer sem Neymar. Agora que o camisa 10 volta a ficar disponível, Cuca recebeu o tipo de problema que todo treinador diz querer até perceber que terá de explicar a solução diante de vinte microfones.

Neymar não joga desde 2 de setembro, no empate sem gols com o Palmeiras pela Copa do Brasil. A ausência coincidiu com a arrancada santista, e por isso a volta contra o Flamengo pode começar no banco. É o móvel mais famoso da Vila Belmiro promovido de figurante a protagonista.

O dilema não é sobre currículo. Neymar tem mais memória internacional do que boa parte do elenco tem minutos profissionais. A questão é ritmo: colocar de saída um jogador parado há mais de um mês ou preservar o time que encontrou funcionamento sem pedir autorização ao departamento de celebridades.

O adversário aumenta o volume da conversa. Santos e Flamengo se enfrentam na quinta-feira, e cada minuto de Neymar será tratado como capítulo de série. Se aquecer, haverá análise do trote; se sentar, o ângulo do joelho ocupará o intervalo inteiro.

A decisão pertence a Cuca. Ao torcedor cabe uma descoberta curiosa: depois de anos ouvindo que o Santos dependia de Neymar, o clube conseguiu criar suspense justamente porque aprendeu a não depender.


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