Corinthians promete salário, elenco consulta o extrato e encontra impedimento
CORINTHIANS

A palavra de um presidente costuma circular pelo clube de terno e gravata. No Corinthians, segundo o noticiário do dia, ela chegou ao CT Joaquim Grava com prazo de compensação e voltou do caixa por insuficiência de confiança.
Jogadores e funcionários estariam incomodados com a postura de Osmar Stabile diante dos atrasos. Parte das folhas foi regularizada, mas direitos de imagem e premiações ainda somariam cerca de R$ 25 milhões. Quem recebe menos sente primeiro, porque promessa não paga mercado nem aceita parcelamento no cartão.
Marcelo Paz absorve cobranças, Fernando Diniz tenta manter o elenco concentrado e a presidência descreve um ambiente positivo. É uma divisão de tarefas sofisticada: um apaga incêndio, outro organiza o treino e o terceiro garante que a fumaça faz parte da decoração.
O déficit acumulado de R$ 278,7 milhões completa o cenário. A velha provocação rival sobre o Corinthians não pagar as contas já nem precisa de criatividade; basta abrir a planilha e deixar que ela faça o stand-up sozinha.
Contra o Internacional, o time precisará jogar enquanto o financeiro disputa uma partida paralela contra vencimentos, crédito escasso e a paciência de quem trabalha. Se a bola entrar, haverá comemoração. Se o dinheiro entrar, convém chamar o VAR para confirmar.





















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