MP dá 72 horas ao Corinthians e R$ 44,9 milhões viram caça ao tesouro na Arena
CORINTHIANS

O Corinthians recebeu do Ministério Público um cronômetro de 72 horas e uma pergunta simples, dessas que cabem numa folha mas derrubam uma estante: de onde veio a diferença de R$ 44,9 milhões na multa ligada à dívida da Neo Química Arena?
Uma representação técnica diz que a cobrança da Caixa foi de R$ 48,7 milhões, embora o cálculo apresentado como correto seja de R$ 3,8 milhões. Atualizada, a diferença poderia alcançar R$ 196 milhões. É tanta distância entre um número e outro que a planilha deveria pagar pedágio.
O MP-SP quer documentos que permitam conferir os encargos do contrato. Segundo o despacho, o perito que apontou inconsistências chegou a ser chamado para uma comissão e depois ficou fora da revisão. No Parque São Jorge, até a calculadora parece ter sido relacionada e cortada antes do aquecimento.
A velha piada rival sobre as contas corintianas volta com capacete, lanterna e mapa dobrado. Desta vez, porém, não basta procurar moeda embaixo do sofá: o clube precisa mostrar como uma multa atravessou dezenas de milhões sem ser parada pela catraca.
Quando a notificação chegar oficialmente, começa o prazo. O Corinthians pode responder com contratos, laudos e memória de cálculo. Convém apenas evitar a tradicional estratégia administrativa de chutar o documento para a arquibancada e alegar que foi lançamento longo.





















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