Maurus Amargus: quatro gols na Índia e nenhuma vacina contra a ruína
COLUNISTAS · MAURUS AMARGUS
O Brasil ganhou da Índia por 4 a 0 e alguém tentará chamar isso de boa notícia. Horrível. Vencer um adversário muito inferior em ritmo de passeio não é evolução; é preencher a planilha enquanto o prédio pega fogo.
Estêvão marcou, Pedro marcou e Samuel Lino fez dois. Terrível. Quatro gols que servirão para perfumar uma atuação sem urgência, como se o futebol pudesse esconder uma rachadura atrás de um vaso comprado no aeroporto.
Ancelotti trocou dez jogadores no segundo tempo. Uma porcaria. Quando só o goleiro continua em campo, já não há time: há troca de turno num depósito onde ninguém sabe quem ficou com a chave.
O pior é ouvir que alguns podem fazer melhor. Péssimo. Se podiam, por que não fizeram contra uma seleção que ofereceu espaço, calor e a gentileza de não transformar cada erro brasileiro em processo criminal?
A Data Fifa termina com um placar largo e uma certeza estreita. Contra rivais mais fortes, esse compasso lento será cobrado com juros, correção monetária e transmissão em alta definição.
Chamem de goleada. Eu chamo de o fim do mundo com quatro fogos de artifício na entrada. A ruína continua vindo, apenas pediu licença para Samuel Lino concluir a jogada.





















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