São Paulo leva vantagem à final; Corinthians chega com oito taças cabendo na pressão
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O Morumbis receberá neste sábado uma final em que o São Paulo entra com uma vantagem simples e uma responsabilidade que ocupa praticamente o estádio inteiro. Depois de vencer o primeiro jogo por 2 a 1, de virada, o time tricolor pode empatar para conquistar seu primeiro Brasileirão Feminino.
Do outro lado está o Corinthians, dono de sete títulos e obrigado a vencer para buscar o oitavo. É uma situação curiosa: a equipe com a estante mais cheia precisa bater à porta da vizinha como quem esqueceu a chave do próprio domínio. Se ganhar por apenas um gol, a decisão seguirá para os pênaltis.
A matemática cabe num guardanapo, mas o peso histórico exige uma mesa de reunião. O São Paulo tenta transformar a vantagem em conquista inédita; o Corinthians tenta provar que experiência também sabe correr atrás do placar. Nenhuma das duas missões vem com botão para diminuir o volume da torcida.
Há ainda a premiação: R$ 2 milhões para o campeão e R$ 1 milhão para o vice. O futebol conseguiu, portanto, colocar emoção, rivalidade e uma diferença de R$ 1 milhão na mesma tarde. Até o empate, geralmente acusado de indecisão, agora chega ao Morumbis vestido de estratégia tricolor.
A bola dirá se a vantagem vira taça ou se as sete taças corintianas chamam a oitava pelo nome. Até lá, o São Paulo segura o resultado com as duas mãos, enquanto o Corinthians procura noventa minutos grandes o suficiente para caber toda a própria história.





















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