Santos evita leilão do CT e assina aluguel com duração de categoria de base
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O Santos resolveu uma pendência que atravessava diretorias desde 2017 e garantiu sua permanência no CT Rei Pelé. O acordo de concessão onerosa com o governo federal prevê 20 anos de uso, renováveis por mais 20, como se o clube tivesse matriculado o próprio endereço na categoria de base.
A mensalidade será de R$ 145,1 mil. Ao longo do período, o investimento informado chega a R$ 69,7 milhões. Não é exatamente a promoção “pague um aluguel e leve um lateral”, mas entrega algo valioso: a certeza de que o treino seguinte não precisará começar procurando outro CEP.
A área, pertencente à União, está avaliada em cerca de R$ 79 milhões e chegou a ter leilão marcado. Havia interesse de uma incorporadora disposta, segundo a apuração, a alcançar aproximadamente R$ 200 milhões. Diante desse adversário, a marcação santista seria simples: onze dirigentes em volta da placa de vende-se.
A assinatura encerra a ameaça imediata e dá segurança jurídica ao clube. Também transforma o CT num raro patrimônio que pode contar sua trajetória em parcelas mensais. Pepe, Clodoaldo e Serginho Chulapa acompanharam a cerimônia; pouca coisa combina mais com o Santos do que resolver o futuro cercado por testemunhas do passado.
O Peixe segue no mesmo aquário, agora com contrato, aluguel e horizonte de quatro décadas. É uma vitória administrativa sem volta olímpica: ninguém levanta taça, mas o próximo treino já sabe onde estacionar.





















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