Maurus Amargus: o Santos compra um elenco e recebe o fim do mundo no banco
COLUNISTAS · MAURUS AMARGUS
O Santos reuniu tantos jogadores conhecidos que já não monta uma escalação; organiza um despejo coletivo. É horrível. Cada reforço novo chega sorrindo enquanto o banco de reservas solicita ampliação no cadastro imobiliário.
Neymar, Gabigol, Rojas, Cebolinha, Arthur, Lima e Coutinho no mesmo elenco. Terrível. Isso não é planejamento, é uma porcaria de catálogo com chuteiras. Quem marca? Quem corre? Quem aceita ficar fora? Provavelmente ninguém, porque até a insatisfação chegou com empresário.
Coutinho não joga desde fevereiro e já foi relacionado. Péssimo sinal. O futebol adora tratar ausência longa como embalagem de presente: coloca um laço, escreve “experiência” e espera que o músculo não leia a etiqueta.
Dizem que Cuca encontrará equilíbrio e Neymar ajudará a administrar o vestiário. Claro. É o fim do mundo com reunião de equipe. Daqui a pouco haverá escala de uso do espelho, senha para sentar e assembleia extraordinária sobre quem pode cobrar falta lateral.
Talento existe, o que só piora tudo: cria esperança antes da queda, o mais cruel dos aquecimentos. O Santos ganhou opções para dois times e paz para nenhum. Quando todos estiverem disponíveis, o apocalipse precisará de banco extra.





















Deixe um comentário