Internacional fica fora da fila do STF e espera que o socorro encontre o Beira-Rio

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Enquanto parte dos clubes brasileiros procura o Supremo para discutir a proibição das bets, o Internacional escolheu uma sala de espera diferente. Segundo PVC, o Colorado não pretende aderir agora à ação como amigo da corte porque aguarda a possibilidade de um programa de socorro financeiro nos moldes de um novo Profut.

Não há auxílio aprovado, valor definido nem boleto magicamente aposentado. Existe uma expectativa de refinanciamento, compartilhada também pelo Corinthians, enquanto o governo adiou qualquer debate concreto para depois das eleições. O Beira-Rio, portanto, não recebeu um cheque; recebeu algo bem mais brasileiro: a informação de que o assunto será visto depois.

A diferença de estratégia produz uma coreografia jurídica. Alguns clubes entram no processo, outros ficam fora por convicção e Inter e Corinthians observam a porta do governo. É um campeonato no qual ninguém sabe a tabela, mas todos já contrataram alguém capaz de explicar a regra em oito páginas.

Para o Internacional, a espera tem o conforto de uma promessa possível e o desconforto de toda promessa sem calendário. Refinanciar dívidas poderia aliviar o caixa, porém o debate sobre condições e contrapartidas ainda nem começou. O socorro, por enquanto, é uma ambulância desenhada na margem da planilha.

O Colorado aposta que a conversa pública encontrará caminho até Porto Alegre. Se encontrar, haverá negociação. Se não encontrar, ainda resta a tradição do futebol nacional de transformar o plano financeiro em prorrogação sem placa de acréscimos.


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