Corinthians renegocia, volta a atrasar e o fair play pede um intervalo técnico

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O fair play financeiro brasileiro ainda está escolhendo o apito, mas o Corinthians já conseguiu aparecer na súmula. Parte dos clubes prepara um pedido para rever o prazo de novembro destinado à regularização de dívidas antigas, alegando o impacto da perda de receitas das bets.

Segundo a reportagem, o Corinthians renegociou débitos no início do ano e voltou a registrar atraso. É a versão contábil do passe de primeira: a obrigação sai de um pé, circula pela mesa de negociação e reaparece livre na área antes que o financeiro consiga fechar a marcação.

O movimento não tem consenso. Clubes com contas organizadas rejeitam flexibilização e argumentam que cumprem regras enquanto concorrentes gastam além do limite. Pela primeira vez, a arquibancada do orçamento está dividida entre quem pede acréscimos e quem trouxe o relógio de casa.

A agência de sustentabilidade da CBF pretende discutir dívidas tributárias numa reunião em outubro. Ainda não há proposta oficial, e qualquer mudança dependerá da análise do documento quando ele chegar. O abaixo-assinado, portanto, segue no aquecimento; a punição espera saber se entra em campo ou se ganha mais prazo.

O Corinthians não inventou o endividamento no futebol, mas adquiriu notável capacidade de servir como exemplo antes mesmo do PowerPoint terminar. Resta saber se o fair play será uma regra, uma negociação ou apenas outro campeonato em que a tabela muda quando o boleto aparece.


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