Ancelotti pede alegria contra a Índia e confirma um goleiro para a festa
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Carlo Ancelotti chegou a Calcutá, disse “namastê” e apresentou o plano tático mais brasileiro possível: recuperar a alegria. Na véspera do amistoso contra a Índia, o treinador pediu que seus jogadores se lembrem de que futebol também é entretenimento, conceito que às vezes desaparece entre uma cobrança e outra.
A escalação continua escondida. Ancelotti afirmou ter dúvidas e confirmou apenas Pedro Morisco no gol. É um raro caso em que a festa tem porteiro anunciado, mas ninguém sabe ainda quem fará parte da banda, quem carregará o bolo ou quem ficará responsável por fingir tranquilidade na saída de bola.
O técnico recusou a ideia de tratar a partida como teste. Para os jovens, seria uma oportunidade de mostrar qualidade, com a promessa de que haverá outras chances no ciclo. A palavra “oportunidade” costuma sorrir na coletiva e depois encontrar onze jogadores disputando cadeiras quando a música para.
Ancelotti também elogiou a organização, a velocidade e o goleiro da seleção indiana. É prudência. A Índia recebe o Brasil com entusiasmo, e ninguém quer transformar um pedido de felicidade em autorização para defender com os braços abertos e uma guirlanda no pescoço.
O resultado ainda importa, embora o objetivo seja construir uma nova geração. A Seleção entra em campo atrás de futebol e alegria. Se encontrar os dois ao mesmo tempo, convém fotografar: ultimamente essa dupla não viaja sempre no mesmo voo.





















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