O meia que o Palmeiras procurava estava jogando de meia
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Contratar um cozinheiro, colocá-lo na recepção e concluir que a sopa não saiu é uma experiência administrativa interessante. Rômulo voltou a produzir no Novorizontino e contou que se sente mais confortável no meio-campo, sua posição de origem. No Palmeiras, recorda ter sido utilizado mais pela ponta. O avental, aparentemente, estava no funcionário certo e na sala errada.
O meia pertence ao Alviverde e joga por empréstimo. A reportagem do UOL destaca 15 gols e 12 assistências em 42 partidas na temporada, números que tornam difícil tratar o desempenho como um acidente de cozinha. Confiança e sequência fazem parte da explicação dada pelo próprio jogador.
Isso não significa que bastaria escrever “meia” na ficha para repetir tudo na Academia de Futebol. Concorrência, contexto e exigências mudam. O futebol adora a descoberta simples justamente porque ela cabe numa discussão de bar; a escalação real vem com um manual que ninguém leva para o balcão.
Rômulo também preferiu continuar a disputa pelo acesso com o Novorizontino diante de uma possibilidade de transferência para a Rússia. O próximo passo ainda será discutido. Não há retorno confirmado ao Palmeiras nem mudança já acertada para o exterior.
Por enquanto, a melhor propaganda do jogador é exercer o ofício que diz dominar. O Palmeiras pode acompanhar de longe e anotar. Às vezes, o relatório mais sofisticado do departamento de análise deveria terminar com uma frase constrangedoramente básica: verificar se o meia recebeu autorização para jogar de meia.





















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