João Bezerra tem 17 anos; a esperança do Inter já quer emancipação
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Aos 17 anos, João Bezerra já soma sete jogos no profissional do Internacional. É cedo para dirigir a própria carreira sem ajuda; para receber a responsabilidade emocional de uma arquibancada inteira, o futebol brasileiro nunca exige habilitação.
O atacante aparece no levantamento de jovens da geração de 2009 feito pelo UOL após Carlo Ancelotti dizer que acompanha essa faixa de idade. Bezerra esteve em três convocações do sub-17 na temporada. Ser observado é parte de um processo, não um bilhete emitido para a seleção principal.
O Inter tem, portanto, um jogador em formação. A expressão parece simples até chegar à conversa do torcedor: um bom domínio já produz comparações internacionais, uma finalização errada revoga o entusiasmo inteiro. O garoto mal termina o movimento e a análise já percorreu nascimento, auge e decadência.
Na comédia colorada, a esperança chega com uma ficha para emancipação: quer deixar de ser promessa, assumir um emprego e resolver tudo antes do jantar. Só falta combinar com o desenvolvimento do atleta, que não avança na velocidade de uma mensagem enviada depois de uma derrota.
Dar espaço a Bezerra pode ser parte da construção de um ataque melhor. Transformá-lo em solução total seria apenas transferir trabalho de adulto para adolescente. Que ele tenha minutos, orientação e margem para errar. A torcida pode entregar carinho; o restante da mudança deve continuar sendo carregado pelo clube.





















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