Flamengo garante salários e admite que o plano B pode vestir etiqueta de preço
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O Flamengo afirma ter salários de jogadores e funcionários garantidos até 2027, mas já desenha o cenário mais duro caso perca a receita do patrocínio de apostas. Na versão pessimista apresentada por José Boto, o clube poderia vender atletas sem contratar reposições equivalentes.
A parceria citada rende R$ 268 milhões por ano. Sem esse dinheiro, o orçamento não vira imediatamente uma folha em branco, porém a margem para montar elenco encolhe. É quando a vitrine deixa de ser metáfora de mercado e passa a receber etiqueta, luz direcionada e um vendedor dizendo que o produto tem ótima saída de bola.
O diretor explicou que o clube precisa honrar compromissos assumidos com outras equipes, incluindo pagamentos ligados à contratação de Paquetá junto ao West Ham. Planejamento financeiro tem essa deselegância: continua cobrando o passe mesmo quando o patrocinador está discutindo sua permanência no jogo.
A ressalva conveniente ao Flamengo é que o clube entra nessa turbulência com estrutura para absorver impacto e alternativas no elenco. A ressalva inconveniente é que R$ 268 milhões não costumam desaparecer discretamente atrás do sofá. Mesmo uma potência precisa notar quando o cofre perde um patrocinador do tamanho de uma arquibancada.
Nada disso torna a venda de jogadores inevitável. Trata-se do pior cenário descrito pela direção, condicionado ao desfecho político e jurídico. O plano A é manter a receita. O plano B é vender. O plano C, ainda não anunciado, provavelmente envolve convencer a calculadora de que base forte também paga boleto.




















